Sentir vibe Palestra
Transformar o medo em coragem,
o preconceito em crescimento
e a espiritualidade em força
A trajetória de Bruno Figueiredo Martins
Num mundo que insiste em subestimar pessoas com deficiência, Bruno Figueiredo Martins decide se apresentar de maneira diferente. Nascido com Acidúria Glutárica Tipo 1, um erro inato do metabolismo que compromete a coordenação motora e a fala, Bruno encontrou nas limitações o ponto de partida para a autonomia.
Hoje, aos trinta e oito anos, ele é palestrante e coach, e utiliza sua própria biografia como exemplo de superação, força e resiliência. Este artigo entrelaça três pilares da sua jornada: vencer o medo, transformar o preconceito, e encontrar força na espiritualidade.
Um começo marcado por escolhas, não pelo medo
A história de Bruno começa em 1º de agosto de 1987, quando, ainda bebê, enfrenta uma cirurgia urgente no cérebro. Seus pais, sem garantias de sucesso, precisaram decidir ali, no susto, se autorizavam o procedimento. Esse momento se tornaria o primeiro de muitos atos de coragem que definiriam sua vida.
Ainda criança, Bruno já aprendia que o medo não desaparece — nós é que decidimos o que fazer com ele.
“Sempre escolhi viver, acima de qualquer coisa, até do próprio medo.”
Essa frase, escrita por ele na juventude, resume seu posicionamento diante da vida: não perguntar “Por que eu?”, mas sim “Como eu posso?”
A coragem de sair da zona de conforto
Bruno deixou a escola adaptada e entrou no ensino comum. Chorou, teve medo, sofreu olhares, escutou comentários cruéis. Mas mesmo assim, não voltou atrás.
Mais tarde, tomou uma decisão ainda maior: morou sozinho e mudou de cidade. Foi julgado, desacreditado, mas foi.
“A vida é curta demais para viver paralisado pelo medo dos outros.”
Uma viagem ao Rio de Janeiro para ver o Papa Francisco — sozinho, passando mal, dormindo na calçada — se tornou um dos momentos mais incríveis de sua vida.
O preconceito como ferramenta de crescimento
O preconceito surgiu cedo: olhares, sussurros, dó, exclusão. Na adolescência, a inclusão escolar era apenas uma ideia distante, e Bruno enfrentou situações que fariam muitos desistirem.
Mas ele recusou esse destino. Transformou o preconceito em combustível de evolução.
“Inclusão por obrigação é exclusão disfarçada.”
Enquanto muitos duvidavam, Bruno escolheu competir consigo mesmo. Estudou, trabalhou, ganhou autonomia, viajou, viveu.
Preconceito na vida amorosa
Rejeições, medo das mulheres de que a relação fosse “monótona”. Pessoas que julgavam sem conhecer. Mas Bruno aprendeu a focar em quem enxerga sua essência, não sua condição física.
A união como resposta
Em uma caminhada com centenas de pessoas com deficiência, ele percebeu que a diversidade não separa — fortalece.
A espiritualidade como fonte de sustento
Quando o mundo parecia duro demais, a fé entrou como um abraço. Sua avó o levou à igreja, e ali ele encontrou pertencimento, amizade, acolhimento e um propósito maior.
A Jornada Mundial da Juventude
Sozinho no Rio de Janeiro, dormindo na rua, enfrentando mal-estar, caminhando quilômetros até a missa do Papa. E mesmo assim, sentiu paz.
A fé não remove obstáculos — ela nos dá serenidade para enfrentá-los.
Foi a fé que sustentou Bruno nos momentos de exclusão, julgamentos e perdas. Ela se tornou parte do seu alicerce emocional.
Entrelaçando os três pilares
Medo, preconceito e espiritualidade não são capítulos separados, mas linhas que se cruzam e constroem a força de Bruno.
Sua palestra une essas três frentes mostrando que:
- O medo é real, mas não manda.
- O preconceito machuca, mas também impulsiona.
- A espiritualidade sustenta quando a vida pesa.
Ao ouvir Bruno, percebemos que viver plenamente é possível — mesmo quando o mundo tenta limitar nossas possibilidades.
Bruno não é só palestrante.
Ele é prova viva de que coragem, fé e resiliência mudam histórias.
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