quarta-feira, 10 de julho de 2024

Me julgue ou apoie!!!

 Tenho uma vaga de trabalho onde não terá processo seletivo, você trabalhará 16 dias de graça, se for aprovado, será efetivado ganhando no mínimo dois mil reais líquido, ou, confio em você, no seu potencial, portanto, estou lhe dando R$0.50 centavos e/ou R$ 50 mil reais, não importa, ambas as situações não acontece, emprego é validado o “CID” da pessoa com deficiência e não o currículo, e o segundo caso, bom, raramente as pessoas apoiam umas as outras, se apoiam, é só para falar que apoiam.



Desabafo, sobre uma realidade cruel e mesquinha, onde, as pessoas que já eram superficiais, egocêntricas, ficaram extremamente mais após a pandemia, e o que era para se tornar uma lição, se tornou uma inimiga da união.

Sendo assim, após chegar aos 36 anos de muito aprendizado, muitos fatos vividos, e após passar pela segunda cirurgia, porém de emergência, chego a conclusão que o povo preferem ser enganados, superficiais, mesquinhos. 

Dessa forma, continuo minha busca pela evolução como homem, como ser humano e principalmente, como ser espiritual, onde não me escondo atrás de um copo de álcool ou de um cigarro, nunca pensei em desistir ao cair na rua por falta de equilíbrio, ou pensei em falta no serviço porque estava chovendo horrores, nunca pedir para que a vida seja fácil ou porque tenho tal deficiência, e as raras vezes que tive vontade de não sair da cama foram quando bateu solidão ao viver em uma sociedade vazia, preconceituosa e mesquinha!

Enfim, a vida é curta e para de viver seria sim um dos maiores pecados que poderia cometer, seria não honra a maior dádiva de Deus em minha vida que seria viver, portanto, continuo minha busca pela evolução, continuo minha busca para realizar meus sonhos, meus objetivos de pagar a dívida que a cirurgia me deu, quitar meu nome, e ter uma simples casa de madeira, com moveis antigo de madeira, longe da metrópole e se eu for digno e capaz, concluo minha vida nos braços da minha pessoa amada!

Portanto, agora que minha saúde está estável e não mais precisarei ocupa uma mesa de cirurgia, volto a minha luta pela evolução, minha garra por realizar meus sonhos e objetivos, 

Incrível disse que sempre que cair não tiver uma única mão para me levantar, ou para limpar meu sangue, o máximo que ganhei foi “coitado”,  “que dó”, “não pode sair sozinho”, “vai na minha igreja, Deus vai te curar”, sendo que essa sociedade superficial, preconceituosa, mesquinha, nunca entendeu ou entenderá que não busco cura, só luto para evoluir e realizar meus sonhos de ter um amor verdadeiro, quitar minhas dívidas, e ter minha casa própria!

Por isto meu orgulho de divulgar minha vakinha clicando aqui, meu pix bfm2023.87@gmail.com, meu ebook “sou diferente e escrevo minha história”, pela minha coragem, porque sei o que vivi até aqui, e pela luta dos meus sonhos!


sábado, 15 de junho de 2024

Acho que acabou!!!

Gostaria de começar este conteúdo com boas notícias: minha cirurgia de emergência, realizada no dia 13 de maio, foi um sucesso. 

O procedimento para retirar o aparelho mencionado no texto anterior correu bem e estou me recuperando satisfatoriamente.


Com essa recuperação, posso agora direcionar minha energia para divulgar meu livro, minha campanha de financiamento coletivo, e outras iniciativas de renda para cobrir os custos médicos. 


Além disso, posso voltar a sonhar com minha casa própria e minha independência!


Sempre fui uma pessoa trabalhadora, determinada a perseguir meus sonhos e objetivos. 


Já estava me preparando para retomar minha jornada de conquistas, deixando para trás a dor intensa que senti na sala de procedimentos. 


A anestesia não havia surtido efeito devido a uma inflamação, mas agora isso é passado.


Entretanto, infelizmente, preciso comunicar que meu maior pesadelo estava por vir. 


Exatamente uma semana após a cirurgia, já em casa, o restante do aparelho — especificamente, o fio que ligava a bateria ao cérebro — saiu por um pequeno buraquinho no meio da costura do meu peito!


Ao perceber isso no domingo e sem ver mais nenhuma saída de componentes, fui ao HC (Hospital das Clínicas) na quarta-feira. Lá, informaram que deveria voltar na sexta-feira, dia de atendimento da equipe do DBS.


Contudo, como quinta-feira era feriado, na sexta-feira, ao chegar no ambulatório com minha mãe, não havia ninguém disponível para atendimento.


Desesperado, corri para o pronto-socorro do HC, apenas com a intenção de que alguém verificasse o corte. 


Após cinco horas de espera e passar por três médicos, ouvi a frase que me fez surtar: "Vamos ter que internar para abrir a cabeça e tirar todos os componentes do aparelho."


Lágrimas correram dos meus olhos enquanto saía do local, dando um murro na tampa de ferro que segurava a corrente, machucando minha mão.


Entretanto, iriam me manter internado durante todo o fim de semana, até a semana começar e avaliarem meu caso para decidir o melhor a ser feito.


Por isso, tive que alterar o tom da minha voz e discutir até que fornecessem uma folha de papel para minha mãe assinar, assumindo a responsabilidade por minha saída. 


Obviamente, minha mãe assinou, pois não queria que eu ficasse naquele lugar o final de semana inteiro sem fazer nada. Com isso, consegui sair.


Aproveitei um final de semana fantástico até que, no domingo às 18:40, o telefone tocou. 


Fui convocado a estar no Hospital das Clínicas no dia seguinte para me preparar para a cirurgia prevista para acontecer na terça-feira.


Contudo, fiquei de segunda a quinta-feira em jejum total, tomando apenas o café da noite, esperando a possibilidade de uma vaga no centro cirúrgico.


Finalmente, na quinta-feira, dia 6 de junho de 2024, às 14:30, fui chamado para o centro cirúrgico. 


Abriram meu peito pela segunda vez em menos de um mês e, desta vez, também abriram minha cabeça, um pouco acima da orelha.


Quase cinco horas de cirurgia se passaram. 


Acordei vomitando, mas bem, com a esperança de ter concluído todas as cirurgias.


Entretanto, todos esses desafios, preocupações e a minha deficiência me ensinaram lições duras que nenhuma religião poderia ensinar. 


Vou relatar tudo isso em um livro e em um blog que já estou editando!


Até lá, trabalharei como nunca para realizar meus sonhos, de forma honesta e digna. 


Uma das lições mais importantes que aprendi foi que, embora eu tenha milhares de seguidores nas mais do que uma mão cheia de pessoas perguntando: 


"Precisa de alguma coisa? Estou indo aí!"


Algumas pessoas, mesmo em número reduzido, ofereceram apoio financeiro via vakinha ou Pix (bfm2023.87@gmail.com). 


Entre essas, a maioria fez isso por carinho genuíno, enquanto outras o fizeram apenas para dizer que ajudaram.


No final das contas, é a família e a companheira que escolhi para estar ao meu lado que realmente permanecem comigo.


sexta-feira, 17 de maio de 2024

DBS VS Fé: Desabafo

A vida é uma jornada cheia de surpresas. Muitas vezes, quando estamos no nosso ponto mais baixo, descobrimos uma força interior inexplicável, algo que só pode ser sentido. Essa força me deu a capacidade de enfrentar todos os desafios, mesmo com uma deficiência física raríssima.


Desde cedo, aprendi a lidar com as limitações físicas. Nunca me preocupei com as quedas na rua ou com a comida que deixava cair enquanto comia. 


Contudo, viver numa sociedade que julga pelas aparências tem sido doloroso. 


Embora eu tente não me importar, é difícil ignorar os olhares e os comentários. 


Quando namoro, a pessoa ao meu lado é frequentemente vista como minha cuidadora ou interesseira, e eu sou questionado sobre minha capacidade de viver uma vida plena.


A fé é meu alicerce. Acredito em um Deus que não vai me curar, não porque não quer ou não possa, mas sem dúvidas tem planos maiores para minha vida.


Porém, estará sempre comigo. Essa crença foi testada brutalmente em 13 de maio de 2024, quando meu aparelho de estimulação cerebral profunda (DBS) começou a sair do meu peito. 



Fui ao hospital das Clínicas, onde, sem vaga na sala de operação e com a anestesia local ineficaz devido à inflamação, tive que retirar o aparelho a sangue-frio. 


A dor foi indescritível, mas eu sabia que precisava ser forte.


Instalei o aparelho DBS em março de 2010 na esperança de melhorar minha comunicação verbal e reduzir os movimentos involuntários, uma técnica comum para pacientes com Parkinson. Passei um mês no hospital, enfrentando procedimentos exaustivos, incluindo a colocação de uma coroa de ferro na cabeça para a cirurgia.

A coroa de ferro, um dispositivo essencial para a precisão da cirurgia, foi firmemente fixada à minha cabeça. Durante a operação, fui acordado para os médicos poderem verificar minhas respostas vitais. Sentir os médicos mexendo no meu cérebro enquanto eu estava consciente foi aterrorizante, especialmente para alguém com medo de agulhas e sangue. 


Mesmo assim, os resultados iniciais foram promissores.


Infelizmente, sem explicação, desenvolvi um medo de andar sozinho. 


Lutando pela minha independência, em 2016 decidi desligar o aparelho e não mexer mais nele até recentemente. 

Em 2023, a área do peito onde o aparelho estava implantado começou a ficar vermelha. 


Os médicos insistiam que estava tudo bem, até que em 12 de maio de 2024, Dia das Mães, a pele rompeu. 


Corri com minha mãe para o hospital, onde passei a noite esperando a triagem.


Após a triagem, fui informado de que ficaria internado até discutirem meu caso. 


Entre confusões e discussões, minha mãe voltou para casa enquanto eu esperava, em jejum e no soro, por uma vaga na sala de cirurgia para a remoção do aparelho sob anestesia geral. 


No entanto, minha vida é uma constante prova de resiliência. 


Logo após minha mãe sair, fui chamado para a sala de procedimentos, onde decidiram remover o aparelho com anestesia local.


A inflamação era tão severa que a anestesia local não funcionou direito. 


A dor era intensa, meus gritos foram ouvidos por todo o hospital, mas finalmente, o aparelho foi retirado. 


No dia seguinte, recebi alta com diversas suturas no peito.

Agora, enquanto escrevo este desabafo, estou em recuperação. 


Aguardo a retirada dos pontos e saber como ficará a parte do aparelho que continua no meu corpo. 


Enquanto me recupero, trabalho como freelancer, ganhando  0,01 centavo por palavra escrita. 


Também promovo meu e-book "Sou diferente e escrevo minha história" na Amazon, na esperança de alcançar mais pessoas.


Para cobrir os custos com remédios e transporte, e continuar perseguindo meu sonho de ter minha casa própria e uma bicicleta elétrica, caso possam considerar dá um apoio, para  vakinha https://www.vakinha.com.br/4810812 ou via Pix (bfm2023.87@gmail.com).


Seu apoio será fundamental para que eu possa continuar lutando pela minha independência e autonomia. 


Cada contribuição faz a diferença na minha jornada de superação e esperança. 


Obrigado por me apoiar nessa caminhada.